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Mercúrio





        amálgama representa uma prática  Brasília no dia 24 de junho próximo,  e a experiência acumulada dos
        ultrapassada, incompatível com  às 10 horas.                            profissionais  da área  odontológica
        os princípios da saúde coletiva,       Essa nova audiência será dividida  podemos promover uma transição
        da ciência e da justiça ambiental”,  em duas mesas: a primeira voltada  segura, confiável e ética.”
        afirmou durante o evento.           para os riscos clínicos e ambientais   Ela também destacou que essa
           Ela também chamou atenção  do uso de amálgama, e a segunda,  não é apenas uma pauta técnica,
        para a contradição vivida por muitos  para  discutir  os  impactos  sofridos  mas um compromisso ético com
        profissionais do serviço público, que  por trabalhadores expostos ao  a saúde da população e com as
        continuam utilizando o material  mercúrio. A Dra. Cecília Zavaris  gerações futuras.  “Os amálgamas
        por  falta de  acesso  a alternativas.  está confirmada como uma das  dentários devem ser eliminados
        “É preciso garantir que toda a  participantes das duas etapas  dos dentes das pessoas. Trata-se da
        população,    independentemente     e deve novamente trazer à  defesa da  dignidade, do direito  à
        de onde vive ou de sua condição  tona  os dados que  sustentam a  saúde e de proteção ambiental.”
        socioeconômica, tenha acesso a  necessidade urgente de mudança.            As    discussões     realizadas
        tratamentos seguros e atualizados”.  Com sua formação em medicina,      na audiência em São Paulo
           A discussão esteve alinhada à  especialização em saúde pública e  e a nova audiência marcada
        Convenção de Minamata, tratado  28 anos de atuação como auditora  para Brasília somam forças a
        internacional que estabelece metas  fiscal do trabalho, Cecília defende  um movimento cada vez mais
        para redução e eliminação do uso  que o país não pode mais adiar  articulado pela odontologia livre
        de mercúrio. O Brasil é signatário  esse   enfrentamento.    “Durante   de mercúrio. A expectativa é que
        desde 2017, mas ainda mantém        décadas, os efeitos nocivos do  os encaminhamentos do debate
        práticas clínicas que contradizem  mercúrio na área odontológica tem  se  traduzam  em  ações  legislativas,
        os compromissos assumidos. A  sido descuidado. Considerando  políticas públicas e  mudanças
        ausência de protocolos adequados  o conhecimento adquirido, os  práticas no cotidiano das clínicas,
        para  o  descarte  dos  resíduos  dados de pesquisas publicadas  universidades e unidades do SUS.
        contendo mercúrio, especialmente
        em unidades de saúde públicas,
                                                                                                    Foto: Banco de Imagem
        agrava a contaminação do solo, da
        água e da cadeia alimentar.
           Outro ponto abordado foi a
        formação dos futuros profissionais
        de odontologia. É fundamental
        que os cursos incluam em seus
        currículos  o  debate  sobre  os
        impactos  do  mercúrio  e  ofereçam
        capacitação   para   o   uso   de
        materiais alternativos.  “O futuro
        da odontologia exige decisões
        éticas,  sustentáveis  e  alinhadas  ao
        conhecimento científico atual”.
           O projeto já foi aprovado pela
        Assembleia Legislativa do Estado
        de São Paulo e aguarda aprovação
        pelo governador. Está prevista uma
        no Audiência Pública que ocorrerá
        na Câmara dos Deputados, em




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