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Seu Direito
Foto: Banco de Imagem
enfrentar questionamentos
quando a fiscalização começar a
atuar sob as novas diretrizes.
O cenário federativo adiciona
mais uma camada de atenção.
Estados e municípios, cada
um com seus interesses e
necessidades de arrecadação,
disputarão espaço durante a
transição. A alíquota de referência
do IBS é apenas parte da equação.
O funcionamento do Conselho
Federativo, o ritmo das decisões
e o grau de uniformização
alcançado terão impacto direto
nos custos das empresas. Em 2026,
será necessário acompanhar
essas discussões de perto, porque
eventuais mudanças podem
exigir ajustes sucessivos.
Nas empresas, esse será
também um teste de organização.
Áreas que até hoje operam de
forma separada terão de trabalhar
de maneira integrada. Tributário,
contabilidade, jurídico, TI,
suprimentos e pricing precisam
estar alinhados. A reforma não
é apenas um tema técnico. É
um tema de coordenação. A
transição tende a ser difícil para
organizações que mantiverem
estruturas isoladas.
E há, por fim, uma questão
cultural. Durante muito tempo,
a reforma foi tratada como
algo distante, quase hipotético.
Algo que chegaria um dia, mas
que não exigia ação imediata.
Esse cenário mudou. Em 2026,
decisões estratégicas passam a
depender da compreensão das
novas regras. Quem se adiantar
terá mais previsibilidade. Quem
esperar lidará com pressões
maiores.
A reforma tributária é uma já se manifesta na forma como fornecedores e riscos.
mudança de grande escala. Mas empresas organizam dados, Se há um recado para 2026, é
o impacto não depende apenas ajustam processos e revisam este: não é um ano para observar.
da fase final do processo. Ele sua relação com custos, preços, É um ano para agir.
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