Page 3 - O Elo - Agosto de 2025
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Entrevista
Os bastidores da norma que mudou
a segurança elétrica
Com uma trajetória marcada pela experiência esteve à frente de processos fundamentais, como
prática na indústria e pela dedicação à segurança a revisão da NR-10 e a elaboração de convenções
e saúde no trabalho, Joaquim Gomes Pereira coletivas que transformaram setores inteiros,
construiu uma carreira de referência na Auditoria especialmente o elétrico. Nesta entrevista à O
Fiscal do Trabalho. Engenheiro elétrico, de Elo, o auditor aposentado relembra marcos de
produção e com especialização em segurança do sua atuação, analisa a evolução da fiscalização
trabalho, ingressou no Ministério do Trabalho trabalhista e reflete sobre os desafios ainda
em 1983 já trazendo quase duas décadas de presentes para garantir ambientes laborais mais
vivência no chão de fábrica. Ao longo dos anos, seguros e dignos.
Foto: Arquivo Pessoal
Como foi sua formação em engenharia e o que
o levou a ingressar na carreira de Auditor Fiscal do
Trabalho?
Me formei em engenharia elétrica, engenharia
de produção com pós-graduação em engenharia
de Segurança no Trabalho, além de outros cursos de
especializações e mestrado.
Quando me candidatei ao Ministério do Trabalho
para o cargo de Engenheiro de Segurança do Trabalho,
mediante concurso público em 1983, cargo depois
transformado em Auditor Fiscal do Trabalho-AFT
(Lei 10.593/2002), eu já tinha 18 anos de experiência
profissional, já havia trabalhado como menor aprendiz
de eletricidade na Ford Motor do Brasil pelo Senai,
exercido a gerência de produção da Philco do Brasil e
a gerência de instalações telefônicas na Sielte-Ericsson
Telecomunicações. Portanto, já havia absorvido
considerável conhecimento prático, técnico-científico,
voltado ao desenvolvimento de sistemas produtivos
em instalações de estruturas e processos industriais.
Iniciei meus trabalhos profissionais vestindo macacão
e “pés no chão de fábrica”. As atividades que executei
ao longo desses 18 anos, ligadas à manutenção
e processos industriais, me fizeram conviver com
condições perigosas e acidentes nos ambientes de
trabalho e, até mesmo me envolver em alguns deles.
Tudo isso me despertou em relações do trabalho,
especialmente no binômio “homem versus processo”
e, consequentemente, face à minha formação, me
motivaram a ingressar na auditoria fiscal do trabalho.
Quais foram os principais marcos da sua trajetória
dentro da Auditoria Fiscal?
No decorrer da minha trajetória como AFT tive Joaquim Gomes Pereira, inicio da carreira de AFT foi de grandes
vários desafios e oportunidades de conquistas. Logo desafi os. Um dos principais foi a estruturação da SST
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